Sempre que escrevo um poema, um poeta de verdade se remexe no túmulo, por dor ou por pena

sexta-feira, 17 de julho de 2015

paper clips



um grito no peito que corrói todo o resto
a fala presa na garganta

“fosse isso e era menos

não fosse tanto  e era quase”
Leminski disse tudo
não é preciso dizer mais nada

resta apenas essa saudade esgarçada



“Respirei fundo, achando que ainda começava

Um grito no escuro
Um encontro sem hora marcada

ontem eu tive esse sonho, nele encontrava com você”

Nenhum comentário: