Sempre que escrevo um poema, um poeta de verdade se remexe no túmulo, por dor ou por pena
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sábado, 29 de dezembro de 2012

na corda bamba de sombrinha!


A esperança dança na corda bamba de sombrinha! E foi no passo dessa linha que decidi fazer essa postagem... Promessas de ano novo são sempre legais de se fazer, mesmo que não se cumpra uma porrada delas. Gente, a vida taí, e se a gente nem finge que vai fazer alguma coisa, há de se fazer o quê? Não tô querendo muita coisa pro ano que vem não! Só uma vida dessas de filme, o dedo em v, cabelo ao vento, amor e flor, quero cartaz (loucura, chiclete e som). Teve coisa boa no ano que passou, teve sim, mas também muita gente que precisei deixar pra trás! Sem rancor, Brow, você continua sendo o cara que me apresentou uma pancada de coisas que vou levar pra vida, só temos uma foto, e se eu te esquecer é porque não é importante mais, não era esse o lema? Mas você foi importante, foi o meu amor de uma longa estação! Hoje é só uma lembrança que morre na virada do ano, ou talvez não. Então nesse ano, só tô pedindo mais um pouco de amizades que mesmo que termine em menos de um ano, deixe um pouquinho em mim e eu um pouquinho nelas. Borges certa vez disse, que a amizade, ao contrário do amor, não precisa de ligar, ficar perto, e nem de ciúmes, amigo não precisa de cobrança e depois de muito tempo a gente liga e sente o mesmo carinho igual. Só hoje entendi essas coisas. Por isso só peço que os meus novos amigos e os meus velhos amigos, e mesmo os que não podem ou não querem mais ser meus amigos, pensem que daqui um tempão a gente possa ter o mesmo carinho igual. Pra viver nessa corda bamba e de sombrinha! Pra ver que pode ser infinito enquanto durar, como compôs Vinicius.

e em cada passo dessa linha pode se machucar.
Azar!

domingo, 29 de julho de 2012

morre a insensatez

Hoje,
29 de julho de 2012,
eis que morre o Insensatez
e nasce
Cavar flores sem lhe ver!

Outrora cantou Belzinho:

Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, quero cartaz

No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais

domingo, 17 de janeiro de 2010

• Pequeno mapa do tempo.

Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do meu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião ♪
                 
Um dia ela descobriu que as nuvens não eram de algodão. Que as pessoas não falavam a verdade e que a verdade não levava a lugar nenhum. Cansada de correr na direção contrária sem pódio de chegada ou beijo de namorado, decidiu esvair. Não que fosse fácil, mas era o seu único jeito de negociar. Um dia ela descobriu que promessas nem sempre são cumpridas. Que as pessoas mudam de opinião e que mudam de lado. Cansada de ir na contramão do mundo, decidiu esvair. Não que fosse fácil, mas era seu único jeito de deixar rolar. Um dia ela descobriu que sonhos podem não ter valor. Que as pessoas não se importam e que tudo funciona de acordo com uma lógica ilógica. Cansada de ser diferentemente melhor, decidiu esvair. Não que fosse fácil, mas era a única maneira de desistir. Um dia ela descobriu que se importar com as pessoas não fazia com que elas se importassem com você. Que as pessoas sempre pensam em si próprias e que é assim sempre. Cansada de tentar provar o contrário, decidiu esvair. Não que fosse fácil, mas era a única maneira de tentar não se importar. Então, pensando ter achado a solução de tudo, decidiu exaurir. Até que receba algum sinal, ou até que se sinta definitivamente dona do mundo e capaz de ignorar sentimentos.
                 
Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão ♪

Medo, medo. medo, medo, medo, medo.