sábado, 23 de março de 2013
O quarto
sábado, 29 de dezembro de 2012
na corda bamba de sombrinha!
Azar!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
pra me manter acordado
sábado, 13 de outubro de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
feito tatuagem
Fragmentos, pedaços por aí. Simulações, atos em si. Inscrições, percepções, avessos. Quero ficar no teu corpo feito tatuagem. Artifício, mutação, metamorfose. Percurso iniciativo, um vislumbre do meu desejo. Ruínas, restos, sobras. Quero pesar feito cruz nas tuas costas. Ao som da melodia que você escolher. Quero brincar no teu corpo feito bailarina. Interditos, intento, Invento. Só pra te ter aqui.
domingo, 29 de julho de 2012
ocaso
it needs some new songs
Há em mim qualquer coisa dessas sem aclaração. Há uma necessidade de deixar-se namorar e seguir com isso até o momento de poder enjoar e mudar o foco. Há em mim uma necessidade de sentir medo pelo puro prazer de poder correr. Não sei dizer como surge às vezes e como crio o desejo. Certa de que nessas horas me difiro. Imersa nessa tenra ideia de aspiração. Descartando quando não mais me serve. Vivendo ao bel-prazer de ser livre.
Admirando como a única coisa que resta e desejando porque tantas outras vezes consegui. Só pr’eu ser tema desse teu compor.
Porque eu quero cansar de te ver passar, cansar de te ouvir, cansar de ler o que você escreve, cansar de ver você.
Abro uma garrafa de cerveja, acendo um cigarro. A vida voltou a ser.
Só vou se for com ele
Eu tenho medo de avião
Se eu fico longe dele
Eu perco o norte e o chão
Só quero saber dele
E nada mais importa.
o café quente
O café quente. Um não entender de tanto querer, assim às claras. Não deu pra evitar, fugir, mentir, esconder-se. Quem dera me livrar pra sempre de mim mesmo é só me reencontrar lá no teu doce abismo. Involuntariamente passei por você, voluntariamente decidi passear de volta. Preenche o vazio da falta de sono com algumas sérias palavras. Zera-me e nada mais te peço. Arranca de mim esse medo mortal de viver. Escrevo e imagino; a mão segurando a caneta e a vontade apertando o peito. Y el que quiera creer que crea. Y el que no, su razón tendrá. Y que la escuche quien la quiera escuchar. Doce ilusão e bendita loucura. Não posso mais me esquecer do momento em que me encontrei em ti. Seu firme aperto de mão, seu molhado beijo que nem sei. Esses são dias de suspiros tensos.
“Lavrador ou semideus. Queima de amor, seja como for
Tema de Amor
morre a insensatez
Hoje,
29 de julho de 2012,
eis que morre o Insensatez
e nasce
Cavar flores sem lhe ver!
Outrora cantou Belzinho:
“Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, quero cartaz
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais”
segunda-feira, 16 de julho de 2012
estátua
" MALFADADO E MISTERIOSO HOMEM! Desnorteado no esplendor de sua própria fantasia e tombado nas chamas de tua própria juventude! De novo, na imaginação eu te contemplo! Mais uma vez teu vulto se ergueu diante de mim... Não, não como te encontras, no frio vale, na sombra!, mas como deverias estar, dissipando uma vida de sublime meditação naquela cidade de sombrias visões, tua própria Veneza, que é um Eliseu do mar querido das estrelas, onde as amplas janelas dos palácios paladinos contemplam, com profunda e amarga reflexão, os segredos de suas águas silenciosas "
o visionário
edgar allan poe
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“A Estátua recuperou a vida!” Não, não recuperou.
Jaz sobre a cama o corpo do que outrora foi um homem. Pergunta-se ao deus do Acaso em que momento mesmo deve-se sucumbir ao desejo, mas este nada responde e talvez o deus do Caos aqui nos caiba com melhor resposta. Nenhum desses deuses, entretanto arrisca-se a fazer qualquer contato com um reles mortal e a vida aqui no mundo segue adiante. Segue?!
Quando, um instante após o derradeiro desfecho, segue-se aquele mesmo caminhar a passos curtos e a mesma velha e inútil existência. Aquela lúgubre existência a que tantos bons homens cedem. Aquela melancólica e mórbida vida. E com bons sentimentos se desfaz o mundo.
Ouço três batidas na porta, abro e não vejo ninguém, e não esperaria encontrar alguém do outro lado da porta de madeira de cor marrom como os caixões. Com profunda atitude de repúdio fecha-se a janela, e com singularíssimas atitudes de pequenas culpas os homens destroem o mundo.
Assim, sem pensar nos prazeres da carne eleva-se a vida a um patamar que eu jamais reclamarei o posto.
Achei-me remexendo alguns livros de horror, de mistério e morte, como alguém que não tem mais nada a esperar. Como alguém que finalmente sucumbiu à doença que atingiu seu grande amor. Beatriz no espelho, Beatriz em suas inúmeras faces, e tudo acaba quando sobre todos os pontos do Aleph o que resta é apenas Beatriz Viterbo.
Perder a fé nas coisas é algo que atinge a todos, afinal.