Sempre que escrevo um poema, um poeta de verdade se remexe no túmulo, por dor ou por pena

domingo, 29 de outubro de 2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

até parece máscara

[ "Metade homem, metade omisso
Uma parte morta, outra parte lixo
Não sou moura torta, macabea, poliana, franciscana 
Nada pra você

E você é um equívoco" ]




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

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Não sei se a minha vida é uma tragédia de Shakespeare
Ou um filme do Woody Allen
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amor marginal

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Você poderia só me levar para sua casa
E foder comigo a noite inteira

Pra calar o sexo mais banal
Pra virar poesia
              [poesia pura, você escreveria]
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em Minas não tem mar

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veio como tormenta
nos meus dias monótonos e calmos
veio como vento que dilacera
o vago caminhar dos meus tristes passos

quisera fosse outro
e que seus braços pudessem encontrar os meus

quisera não houvesse um uni(verso) ocre
em tudo que o sertão envolve

eu agora
barco sem rumo em busca de cais
se faltar a paz
(não mais) Minas Gerais
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Tomo,
por uns breves minutos desisto
imagino a água entrando pelos bolsos
o ar findo
imagino o sangue escorrendo pelo torso

Não fosse o medo do depois
já teria dado cabo nessa vida
Mas o que me dirá do vazio?

Gélido, incolor, restrito?
Só por isso insisto

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

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o vento assoviando passa pelo vidro da janela
décimo primeiro andar
luzes da cidade
            [coração solar?

dois corpos estirados na cama, inertes
                             [ um sentir rarefeito



não sei se me lembro
o que te ouvi dizer à noite
luzes da cidade
décimo primeiro andar


( és presente como um vento que corre entre portas abertas )
hilda hilst
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